Brasileiro vence concurso de melhor trabalho do mundo

Fotógrafo Roberto Seba foi um dos sete ganhadores do concurso e receberá como prêmio cerca de 200 mil reais, além de passar seis meses em Melbourne

australiaSydney – O fotógrafo Roberto Seba foi um dos sete ganhadores do concurso “Best Jobs in the World” (os melhores empregos do mundo), oferecido pela Austrália, e como premio irá receber 100 mil dólares australianos (cerca de R$ 206 mil) e passará seis meses documentando o estilo de vida dos moradores de Melbourne.

Cerca de 330.000 pessoas de 196 países se inscreveram na competição organizada pelo setor turístico da Austrália para promover o país.

Após vários meses de provas, os organizadores anunciaram hoje em Sydney os sete ganhadores, que terão que se incorporar aos seus postos entre agosto e dezembro.

O americano Andrew Smith será animador em Nova Gales do Sul; o irlandês Allan Dixon “cowboy” no Território do Norte; a francesa Alisa Detrez se tornará guarda florestal em Queensland; o britânico Rich Keam mestre provador na Austrália Ocidental; o canadense Greg Snell zelador em uma reserva natural da Austrália do Sul; e o americano Cameron Ernst comissário de bordo nas companhias aéreas do país.

O diretor da agência Tourism Austrália, Andrew McEvoy, parabenizou os 18 finalistas pelo “extraordinário entusiasmo e esforço” demonstrado e reconheceu que este ano o programa foi “extremamente duro”.

O número de turistas que visitam Austrália do Sul aumentou em um terço desde que começaram as provas, em março, e a página de Facebook da Tourism Austrália passou de 150.000 a 470.000 seguidores.

FONTE: Exame.

Você sabe o que quer?

objetivosAlgumas pessoas parecem estar constantemente imersas e perdidas num mundo de confusão. Iniciam por um caminho e voltam, tentam uma coisa e mudam de idéia, vão para um lado e depois para o outro. Sabe por que? Porque elas não sabem o que querem. Quando uma pessoa não sabe para onde ir, ela nunca chegará a lugar nenhum.

O ponto chave do processo de alcançar o sucesso e de estabelecer metas para sua vida é você saber o que quer. Quando temos um alvo definido, nossa mente pode focar e dirigir, e reforçar e redirigir, até alcançar a meta pretendida. Quando não conhecemos o nosso alvo, essa energia tende a se dissipar.
O que acontece é que muitas vezes as pessoas não sabem sequer por onde começar, não fazem a mínima ideia do que querem alcançar. Então, o que fazer?
Abaixo seguem os passos para ajudá-lo:

1- Procure um lugar agradável e confortável, onde você possa estar relaxado, sem interrupções.
Lembre-se que estamos falando de você logo, estamos falando de um ser humano que precisa buscar dentro de si recursos importantes.

2- Inspire e expire pausadamente 5 vezes.
Este procedimento vai colocá-lo num estado de relaxamento.

3- Permita-se ficar aí por uma hora ou mais e sonhe, pense, imagine tudo o que você quiser ter, ser e fazer. Não se limite, seja coerente mas, não se limite. Metas limitadas são para seres limitados. Faça isso de uma maneira concentrada e suas metas virão.
Tenha certeza de que ao final você saberá o que quer.

4- Pegue uma folha de papel e vá anotando tudo que vier à sua mente, não se preocupe com a coerência, mantenha a sua mão escrevendo por aproximadamente dez minutos e vá elaborando a lista dos seus objetivos. Não se prenda a possibilidades, sinta-se livre, não há limites.

5- Agora, verifique a sua lista, determine o tempo que você acha que precisará para alcançar cada objetivo. Certamente, você terá objetivos em que o tempo estimado poderá ser de seis meses, dois anos, dez anos, vinte anos. O ideal é que haja uma boa variação de tempo, porque se você só tiver objetivos a longo prazo, significa que não está tendo uma visão muito positiva da vida ou que está procrastinando. E se você só tiver objetivos a curto prazo, precisa começar a ampliar a sua visão de potencial e possibilidades.

6- Agora, separe as quatro metas mais importantes para você este ano. Utilize alguns critérios como entusiasmo, motivação, importância. Algumas metas quando alcançadas acabam interferindo diretamente em outras. Encontre bons motivos para realizar estes objetivos, determine-se. Se você escolher metas que o motivam e o estimulam, manterá um forte desejo de realizá-las.
Clique aqui e verifique os critérios para estabelecer suas metas.

7- Agora, procure por recursos que tem e pelos recursos que vai precisar.

Você precisará do apoio de alguém?
Você precisará contratar algum recurso externo?
Você precisará de instrumentos específicos?
Você precisará de dinheiro?
Você precisará desenvolver alguma habilidade específica?
Busque por todos os recursos, ferramentas e habilidades que vai precisar.

8- Monte seu plano de ação.
O que faz a diferença entre o sonhar e o realizar são as ações. O que determina se você será bem sucedido são suas ações.
Planejar cada ação, o passo a passo do que deverá ser feito é fundamental e muitos falham exatamente nesta etapa.
Quais os passos que o levarão até o seu objetivo? O que será preciso fazer hoje? E na próxima semana? E no próximos mês?
Por exemplo, se você quer mudar de carreira, uma das primeiras coisas que precisa fazer é conhecer outras áreas. E depois?

CONCLUSÃO
Se você não souber onde quer chegar, duas coisas poderão acontecer: ou você não irá a lugar nenhum ou acabará chegando onde os outros acham que é melhor para você. Na intenção de ajudar, muitas pessoas acabam querendo nos guiar, nos levar para onde acreditam que é o melhor lugar.
Descobrir seus objetivos e desenvolvê-los é um trabalho pesado, mas extremamente válido. Invista em você mesmo, olhe para a lista acima com seriedade e determinação, você não é uma máquina de planejar, é um ser humano com pensamentos, sentimentos e emoções. Ter um motivo é o que faz com que as pessoas se movimentem e ter um BOM motivo as faz alcançarem a excelência. Visões limitadas criam vidas limitadas, utilize este conhecimento a seu favor e se espantará com o que pode alcançar.

FONTE: Sucesso, Carreira e Vida.

3 inspirações para a gestão, por Acácio Queiroz, da Chubb

Livros, líderes e filmes inspiram a gestão de diversos executivos; veja a seleção de Acácio Queiroz, presidente da Chubb Seguros

Riqueza madura: nos últimos dez anos, Acácio Queiroz, presidente da Chubb, triplicou o patrimônio da família

Riqueza madura: nos últimos dez anos, Acácio Queiroz, presidente da Chubb, triplicou o patrimônio da família

 

São Paulo – Foi durante a juventude que Acácio Queiroz, presidente da Chubb Seguros, teve contato com boa parte dos livrosfilmes e líderanças que mais marcaram a sua careira. Aos “20 e poucos” conheceu o clássico de Sun Tzu, “A Arte da Guerra”, que, até hoje, é o livro que mais marcou sua vida profissional. “Ele trouxe conceitos estratégicos e, apesar de ter sido escrito no século XIV antes de Cristo, ele traz conceitos aplicáveis a qualquer momento”, diz. Veja a seguir as três inspirações de Acácio Queiróz na literatura, no mundo empresarial e no cinema.

 

 

 

 

 

Livro

Capa de A Arte da Guerra, de Sun Tzu “O livro que mais marca a carreira de um executivo é aquele que ele lê no inicio da carreira e ajuda a ter êxito no que ele faz. No meu caso específico é A Arte da Guerra, de Sun Tzu. Chamou muito a minha atenção, porque ele trouxe os primeiros conceitos estratégicos e, apesar de ter sido escrito no século XIV antes de Cristo, ele trazia conceitos que você sempre precisa interpretar e para tirar uma lição depois. Por exemplo, aprendi nesse livro que se você conhece a si próprio e ao concorrente, você certamente será vitorioso. Isso me marcou muito. Outro item que me chamou a atenção foi sobre inteligência emocional. O livro lembra da importância de manter o olhar emocional no foco. Quem entra equilibrado emocionalmente, já entra um passo a frente em qualquer situação. São estratégias bélicas, mas que o mundo dos negócios acabou usando bastante.”

Líder

Peter Drucker (Creative Commons)_

“Meu guru é o Peter Drucker. Ele foi o pai da administração moderna e sempre fui muito antecipado ao seu tempo. Li alguns dos seus livros e acho muito interessante a forma como ele traz as experiências da prática para a teoria, e não o inverso. Acaba ficando muito simples de compreender seu raciocínio.”

 

 

 

Filme

Cartaz de Patton: rebelde ou heroi (Reprodução)

“O filme ‘Patton :Rebelde ou herói’ trouxe muitos aprendizados porque o general protagonista atuava motivando seus funcionários e, ao mesmo tempo, cobrava muito e era um tanto rebelde, não seguia exatamente a ordem dos seus superiores.

 

 

 

FONTE: Exame

13 ex-trainees que viraram chefes contam como chegaram lá

Hoje eles são chefes, mas deram os primeiros passos como trainees. Confira a trajetória de 13 ex-trainees e a que eles atribuem seu sucesso profissional

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A aprovação no trainee é só o começo
São Paulo – O processo seletivo dos programas de trainee é dos mais rigorosos. Mas engana-se quem pensa que a aprovação e o crachá da empresa na mão são a certeza de uma trajetória de sucesso dentro da organização.A oportunidade é dada, mas o resultado está na mão dos jovens profissionais. “A empresa contrata o trainee pelo potencial que ele tem, mas é a entrega que vai fazer a diferença”, diz Raquel Carneiro, diretora de gente e gestão daArezzo&Co.

Pensando nisso, nos últimos dias EXAME.com conversou com 13 ex-trainees que trilharam (e estão trilhando) caminhos de sucesso após o término do programa. Todos estão hoje em cargos de gestão. Confira a que eles atribuem suas conquistas e suas dicas para quem está dando seus primeiros passos como trainee: Exame.com.

10 profissões em baixa, segundo headhunters

Confira carreiras em que os profissionais podem encontrar dificuldade para conquistar oportunidades no mercado. Direito e jornalismo estão na lista

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Menos oportunidades
São Paulo – Mudanças na economia, excesso de formandos e os avanços tecnológicos são três variáveis citadas pelos especialistas na hora de citar profissões e carreiras com menor número de vagas no mercado de trabalho atual.“Com isso, o ritmo de contratações diminui para algumas carreiras e o mercado não consegue absorver 100% das pessoas formadas”, explica Thiago Sebben, diretor da Hays.Ele lembra que são três os aspectos que tornam uma carreira mais ou menos atrativa. “Ambiente de trabalho, perspectiva de crescimento e salários. São esses os pilares”, diz Sebben.

“Não é que a necessidade caiu e, sim, que a relação entre a oferta e a demanda está desequilibrada”, diz Sthaell Ramos, sócia diretora da People On time.

Ela explica que o fato de as carreiras serem em sua maioria na área de ciências humanas está relacionado à maior facilidade que as instituições de ensino têm na hora de oferecer estes cursos. “É mais fácil criar cursos nestas áreas porque é preciso oferecer apenas professor e bibliotecas”, diz.

Marcelo Cuellar, da Michael Page, no entanto, faz um alerta: “Não é que o conhecimento tenha se tornado desnecessário, a questão é verificar onde este conhecimento pode agregar valor”, diz.

Para se dar bem no mercado, os profissionais devem encontrar maneiras de se diferenciarem, de acordo com os especialistas. “O profissional bem formado, adaptado e flexível sempre terá o seu lugar ao sol”, lembra Sthaell.

Confira quais são as profissões com menor número de oportunidades e confira as dicas dadas por especialistas para que os profissionais consigam se diferenciar no mercado: Exame.com.

Entenda quando brigar é bom no trabalho (e quando é ruim)

Como identificar a melhor maneira de lidar com as situações de atrito no trabalho

size_590_brigasSão Paulo – Grandes obras do país têm tido problemas que extrapolam um simples atraso, geram prejuízos e afetam a imagem da empresa. Um terço das obras para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, por exemplo, ainda nem saiu do papel.

Os profissionais que estão na rotina dessas companhias precisam lidar com conflitos dos operários, dos fornecedores, do governo e da própria empresa que representam.

Assim, todo profissional sabe que vai ter de encarar desentendimentos diários entre equipes e pares. Os americanos Ralph Killman e Kenneth Thomas desenvolveram, nos anos 80, um método para ajudar a reconhecer como nos comportamos diante de conflitos. Segundo essa metodologia, batizada de TKI, existem cinco diferentes estilos de lidar com uma divergência de opiniões.

As pessoas têm um estilo predominante, embora possam reunir características de outro. “Se não são capazes de resolver as questões, entendendo quando ceder e quando é a vez dos outros, elas acabam desistindo”, diz Ralph, que esteve no Brasil em maio para ministrar um curso sobre o tema na consultoria Fellipelli.

Ter consciência de suas emoções, de seu estilo e de sua inteligência emocional é o que vai garantir que as saídas sejam encontradas em cada situação. A seguir, reconheça seu perfil e veja como você tende a se comportar diante de um conflito.

Todos de acordo

A Direct Talk, empresa de São Paulo que oferece software para o relacionamento entre empresas e consumidores, reconheceu que os desacordos fazem parte da rotina e passou a adotar uma conduta para que as discussões sejam mais claras quando ocorrerem.

“Decidir em conjunto com base no diálogo é mais difícil e mais lento, mas as decisões se tornam mais acertadas e legitimadas pela equipe”, diz Marcelo Pugliesi (ao centro), de 36 anos, presidente da companhia.

Cada perfil, uma reação

Desde que foi lançado, há mais de 30 anos, o método TKI já foi aplicado em mais de 7 milhões de pessoas. Trata-se de um teste que visa avaliar que tipo de reação uma pessoa tem diante de um conflito. A ideia é que, consciente de seu comportamento, o indivíduo possa lidar melhor com uma situação desse tipo.

O competitivo

A pessoa é orientada pelo poder e utiliza qualquer recurso para garantir sua posição. Algumas situações exigem tomadas de decisões rápidas, como negociações de alto risco. “Não há tempo de pedir opiniões”, diz a coach Denise Manfredi, pesquisadora do métodoTKI no Brasil, de São Paulo.

Ponto positivo: Você mostra que consegue resolver conflitos de maneira rápida. É a atitude adequada quando se tem certeza de que está na posição correta.

Ponto negativo: Pode desgastar os relacionamentos, intimidar e afastar outros profissionais.

O colaborativo

O profissional busca entender o assunto para identificar todos os aspectos do problema e encontrar uma alternativa que satisfaça os dois lados. “Ser colaborativo fortalece as relações”, afirma Paulo Campos, consultor do LAB SSJ, empresa de treinamento corporativo, de São Paulo.

Ponto positivo:  Gera aprendizado, pois possibilita a troca de informações e opiniões.

Ponto negativo: Ao ser muito participativo, o profissional pode se tornar vulnerável e o desgaste emocional será maior.

O conciliador 

Este perfil tem como objetivo encontrar uma solução conveniente e aceitável para todos, mesmo que a satisfação seja parcial. Conciliar significa buscar uma solução rápida com base na troca de concessões. De acordo com Denise, o foco deste estilo é o acordo, ideal para decisões provisórias.

Ponto positivo: Gera troca de opiniões de forma justa.

Ponto negativo: Pode haver perda de profundidade, oportunidade de entender melhor os dois lados e construir uma solução mais duradoura.

O cauteloso

O profissional não busca satisfazer seus interesses nem os do outro. Seu lema é evitar ou adiar o conflito até encontrar um momento melhor para resolvê-lo. Segundo Paulo Campos, é ideal quando os prejuízos ultrapassam os benefícios de sua resolução.

Ponto positivo:  Válido quando o profissional aproveita o afastamento para observar a situação e usar as informações em um momento estratégico.

Ponto negativo:  Usar esse perfil para resolver todos os conflitos faz com que o profissional perca a confiança das pessoas.

O condescendente

Ceder significa abdicar de seus interesses em favor do outro. É o oposto do perfil competitivo. Deve-se assumir uma atitude condescendente ao perceber que sua posição está errada ou que o assunto é mais importante para  o outro lado. “Cria um clima de cooperação”, afirma Paulo Campos.

Ponto positivo: Pode gerar harmonia, bem- estar e integração, além de deixar as pessoas próximas mais envolvidas com a atividade.

Ponto negativo: Ceder pode transmitir a ideia de fraqueza ou falta de confiança.

 

FONTE: Exame

7 atitudes essenciais para usar seu potencial ao máximo

Nuno Cobra, ex-preparador físico de Ayrton Senna, usa conceitos do esporte para treinar executivos para a vida corporativa; veja alguns princípios do método

size_590_nuno-cobraSão Paulo –  O sucesso profissional (e pessoal) de Nuno Cobra está diretamente ligado aos exercícios físicos, como ele mesmo atesta. E o fato dele ser preparador físico não é a única razão para isso.

Após uma infância raquítica e de baixa autoestima, Nuno descobriu por meio das atividades físicas (leia-se: subir em árvores, nadar em rio, entre outras possibilidades da vida interiorana dos anos 40 e 50) que poderia ir longe: “A hora que eu fiquei forte, me dei conta de que tinha mudado total e completamente”, afirma.

E aí está a base do método que criou há 50 anos: usar atividades físicas para desenvolver o que ele chama de “corpo mental e espiritual”.

Famoso por ter sido preparador físico do piloto Ayrton Senna, morto em 1994, Nuno também estende estes princípios para a vida corporativa. O empresário Abílio Diniz está na lista de executivos que já experimentaram o método.

Em uma divertida entrevista para EXAME.com, Nuno e dois de seus quatro filhos listaram alguns dos princípios que eles compartilham com seus alunos e que, segundo eles, deveriam ser seguidos à risca por todos que desejam usar o próprio potencial ao máximo. Confira:

1 Tenha um espaço na própria agenda

Antes de tudo, verifique sua agenda. Provavelmente, há um espaço reservado para alguma reunião, outros para as tarefas diárias, quem sabe, até, um jantar com os amigos. Mas e você? Há algum horário dedicado apenas para estar consigo?

“É difícil a pessoa ser alguma coisa se ela não existe”, afirma Nuno. A dica básica dos três especialistas é simples: exista na própria agenda. Não importa o horário e a atividade – é autorizado até não fazer nada. O que importa é priorizar a si mesmo. “A pessoa tem que entender que ela vale a pena”, diz Nuno.

2 Entenda seus hábitos

O resultado do processo? “A partir do momento que passa a existir para si, ela vê de que forma existe no mundo”, afirma Renato Cobra. Em outras palavras, passar tempo consigo implica em observar-se e, como consequência, em entender-se.

Este círculo de reações é, segundo os especialistas, essencial para o processo de formação de profissionais (e atletas) de alto-desempenho. Motivo? Ao olhar para dentro de si, as pessoas começam a vislumbrar os hábitos que determinam as ações cotidianas delas.

E aí está a chave da questão. “Hábito é uma resposta automática e involuntária perante o estímulo. Isso não é liberdade, nem autonomia. Você fica escravo do seu comportamento”, diz Renato. “É preciso trazer seus hábitos à tona para ter liberdade de escolha”. E como consequência mudar as atitudes que empacam sua carreira e impedem você de se destacar.

3 Esteja onde você está (de verdade)

“Você não pode estar nem no futuro, nem no passado. Tem que estar escutando e enxergando o que está acontecendo – em tempo real”, afirma Renato.

Pode parecer simples, mas quem se perde em meio às centenas de abas no navegador ou se rende ao apelo do smartphone sabe o quanto é difícil simplesmente se focar, ou melhor, estar por completo em uma atividade. Mas, de acordo com os especialistas, foco é a base para um trabalho feito com excelência. “A maioria das pessoas está apenas em atividade, mas não na ação da sua atividade. É diferente levar o corpo para passear do que ir passear com ele”, diz Renato.

Não por acaso, o poeta português Fernando Pessoa defendeu a mesma proposta no seguinte poema: “Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto é no mínimo que fazes”.

4 Durma

Esta não é a primeira vez (nem será a última) que um especialista defende o sono como um método de trabalho. Mas o conselho faz sentido: “Você só pode dar o que você tem. Se você não tem energia, não terá energia para usar no trabalho”, diz. E a melhor estratégia para recuperar as energias gastas ao longo do dia? Dormindo.

5 Esteja em equilíbrio

Ser coerente com você mesmo é outro ponto essencial, segundo os especialistas. “Quanto mais você trabalha dentro do seu equilíbrio, melhor. Quanto mais em desequilíbrio, pior seu rendimento”, afirma Nuno Cobra Júnior.

Aqui, a ideia não é apenas saber os próprios limites, mas o que o motiva ou desmotiva, o que rouba ou recarrega suas energias e por aí vai. “A ideia é investir na própria onda”, brinca Renato. “Todos que se tornaram ‘mitos’ acreditaram muito na própria história e caminharam sem medo na direção deles mesmos”.

“As pessoas precisam investir nelas mesmas. Este é o caminho que vai dar na estrada de realizar todo seu potencial”, diz Nuno Júnior.

6 Vá além

Outra dica é não se acomodar aos próprios limites e ir além. “Quando você torna o impossível em algo possível, você começa a questionar tudo o que é impossível”, diz Renato. A consequência disto? “Você aumenta a sua capacidade de agir no mundo e vira proprietário da própria transformação”.

7 Seja persistente

“Se você analisar Martin Luther King, Airton Senna, Pelé e Mandela verá que elas insistiram muito na mesma coisa”, diz Nuno Cobra. Ou seja, para usar todo seu potencial, não vale desistir assim que o primeiro obstáculo despontar no caminho. Pode até soar clichê, mas persistência é fundamental. “Não há nada que resista ao trabalho. Um mito é feito com muito trabalho”, afirma Renato.

FONTE: Exame

Como montar um currículo quando você não tem experiência

Veja dicas para aproveitar sua trajetória até agora e prove para o recrutador que você é a pessoal ideal para a oportunidade em questão

alunos-each-caminhando-estuSão Paulo – Colocar os pés, pela primeira vez, no mercado de trabalho não é tarefa fácil. A começar pela missão de elaborar o seu primeiro currículo da carreira. A preocupação, contudo, não é necessária. De acordo com pesquisa feita com 500 executivos de empresas com operação no Canadá, quando o assunto é contratação de recém-formados, a experiência profissional anterior só é importante para 15% deles. 

 Segundo o estudo do grupo financeiro BMO, o que conta mesmo são as habilidades comportamentais – consideradas relevantes para 30% dos executivos consultados. Em segundo lugar no ranking, estão as habilidades técnicas. Agora, como provar tudo isso no currículo e mostrar que você é o candidato ideal para o cargo em questão? Foque na oportunidade e na sua trajetória

Além dos dados básicos, como informações pessoais e formação acadêmica, analise sua trajetória até agora e avalie quais experiências poderiam contribuir para a oportunidade profissional em questão. Um trabalho temporário, por exemplo, pode guardar muito mais ensinamentos do que você imagina. 

Bruna Dias, gerente de orientação de carreiras da Cia de Talentos, viu isso na prática quando foi contratar uma estagiária. “Ela não tinha experiência em RH, mas tinha trabalhado em shopping. Com isso, ela mostrou determinação e aprendeu a lidar com o público”, enumera.

Mas a especialista é clara: só valem experiências que tenham relação direta com o trabalho em questão. “Precisa ter um aprendizado”, diz. 

Liste cursos extras

Elencar as disciplinas obrigatórias que você cursou no currículo pode parecer redundante – todo recrutador sabe que Cálculo faz parte do curso de engenharia, por exemplo. Mas se você fez cursos extracurriculares que dialoguem com a oportunidade em questão, coloque tais dados na parte de informações complementares.

Invista em atividades complementares

Atividades acadêmicas como participar do centro acadêmica ou da atlética também podem ser relevantes para o currículo – novamente, desde que elas tragam lições para sua carreira. A mesma regra vale para trabalho voluntário. A dica é mostrar o seu diferencial. 

FONTE: Exame

Saber se vender é essencial. Todos vendem algo

Fazer as pessoas comprar suas ideias é digno e ajuda no seu crescimento

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Daniel Pink: “Você precisa ajudar a pessoa a melhorar a vida dela. Se souber conduzir esse processo de forma tranquila, vai vender e ter bons resultados.”

São Paulo – O escritor americano Daniel Pink, de 50 anos, lançou, no fim de 2012, seu quinto livro, To Sell Is Human: The Surprising Truth about Moving Others (algo como “Vender é humano: a intrigante verdade sobre como mover os outros”), que será lançado no Brasil em novembro pela editora Leya.

Uma pesquisa de Daniel feita para o livro mostrou que 40% do tempo que as pessoas passam no trabalho é usado com vendas. “No dia a dia, precisamos persuadir, influenciar e convencer os outros”, diz ele.

Isso é importante para seu sucesso, senão você não conclui projetos, não consegue transitar na corporação e não tem as pessoas a seu lado. Saber se vender pode fazer você crescer e conseguir chegar aonde sempre quis. E não tem problema nenhum nisso.

VOCÊ S/A – Por que ser vendedor passou a ser essencial? 

Daniel Pink –  Passamos a vender constantemente. Se você olhar ao redor, todos vendem algo. Estamos vendendo nossa imagem para os outros comprarem.

VOCÊ S/A – Qual a maneira mais efetiva de vender?

Daniel Pink – Antes de tudo, é essencial sempre ouvir o que os outros querem e entender qual oportunidade você tem. Só assim saberá como fazer a melhor oferta. Outro ponto importante é dizer “sim e”. Na maioria das vezes falamos “sim, mas”. Ao falar “sim e” você agrega, em vez de fazer um contraponto.

Fica mais fácil convencer. Por último, é importante fazer o outro se sentir bem. Se a pessoa estiver confortável, comprará de você.

VOCÊ S/A – É comum no mundo corporativo as pessoas se promoverem. Como vendedores de nós mesmos, é melhor ser alguém que resolve ou que encontra problemas?

Daniel Pink – Sem dúvida é melhor ser aquele que encontra. Se seu comprador já conhece o problema, ele acredita que sabe como resolvê-lo. Você não conseguirá vender nada. Se você for alguém que acha problemas, saberá como oferecer soluções.

VOCÊ S/A – Quais são as chaves para ser um vendedor de sucesso? 

Daniel Pink – Antes de mais nada, estar ligado para entender o que o outro quer. Saber identificar e solucionar os problemas. Você precisa ajudar a pessoa a melhorar a vida dela. Se souber conduzir esse processo de forma tranquila, vai vender e ter bons resultados. O vendedor deve procurar entrar em sintonia com o comprador e entender de que ele precisa.

E precisa saber transitar. Com isso você consegue estar perto de pessoas capazes de ajudá-lo a entregar a solução de forma melhor. E a última chave é a clareza. Encontrar o problema certo para resolver. Saber fazer as perguntas certas para ter as soluções ideais é o melhor caminho.

VOCÊ S/A – Em cargos de chefia, muda a forma como devemos vender? 

Daniel Pink – Em geral os chefes não são bons vendedores. Eles não sabem vender o quanto devem e precisam para ter sucesso. Eles apenas forçam as pessoas. Usam o poder e o controle, em vez de influenciar. Não sabem quão efetiva poderia ser a liderança deles e quanto o resultado poderia melhorar se soubessem como vender melhor.

VOCÊ S/A – Os extrovertidos vendem melhor?

Daniel Pink – Não necessariamente. As pesquisas mostram que isso é um mito. Os extrovertidos são os mais contratados, têm um ótimo desempenho e são os que recebem mais promoções. Mas não são, necessariamente, os melhores vendedores. Assim como os introvertidos também não são.

A competência de vender não tem a ver com ser comunicativo ou não. Para ser um bom vendedor é preciso saber escutar, saber a hora de ficar em silêncio, de ser estratégico e de entender o momento ideal­ para propor a venda. Só assim uma venda tem sucesso.

VOCÊ S/A – A internet transformou a dinâmica de compra e venda. Isso mudou a forma como nos vendemos para os outros?

Daniel Pink – Certamente. Muitas pessoas passaram a vender pela internet nos últimos anos. Gente que não era empreendedora passou a ganhar dinheiro na rede. Isso fez com que o assunto ficasse mais frequente na vida de todos. Mas o mais importante é que a internet ajudou na difusão da informação.

Hoje todos têm acesso. Vender nesse contexto passou a ser uma tarefa mais complicada. O comprador pode comparar, ler as opiniões de outras pessoas. A tomada de decisão nesse cenário passou a ter mais senões, tanto na compra na internet como no mundo offline.

VOCÊ S/A – O professor e escritor indiano Ram Charan escreveu um livro, cinco anos atrás, chamado O Que o Cliente Quer Que Você Saiba (Campus/Elsevier). No livro, que se tornou um best-seller, Ram escreve que não deveríamos apenas deixar nossos clientes satisfeitos, mas ajudá-los a alcançar as metas. O que você acha disso? 

Daniel Pink – Não li o livro. Mas entender o negócio de seu cliente é crucial. Atualmente vendemos soluções, não produtos ou serviços. Precisamos ajudar o cliente a atingir suas metas. Ele ficará satisfeito e será leal.

FONTE: Exame

5 passos para revisar suas metas profissionais (até agora)

São Paulo – A percepção da passagem do tempo varia de pessoa para pessoa. Para alguns, o ano está voando, para outros, se arrasta. Mas é fato que, com o fim do mês de maio, é chegada a hora de fazer um balanço de carreira e avaliar realizações e tropeços ocorridos até agora.

homem-pensando-por-do-solAproveitar a calmaria de um feriado para repensar a trajetória profissional pode ser uma boa ideia. Confira um roteiro para avaliar o que você fez pela sua carreira nestes 6 primeiros meses do ano, tendo em vista o que havia planejado:1 Encontre sua lista de metas para 2013

“A primeira coisa a se fazer é encontrar o papel ou para os mais organizados a planilha em que, em dezembro de 2012 foram desenhadas as metas para o ano de 2013”, sugere Carlos Felicíssimo Ferreira, da 4hunter.

O ideal era que a lista estivesse sempre visível, mas caso não esteja, vale vasculhar gavetas e os seus arquivos no computador para encontrar os planos feitos para 2013. “Se achou já é um ótimo começo”, diz Ferreira.

Não fez a lista? Faça agora. Você pode seguir o roteiro que Exame.com publicou no fim do ano passado e adaptar os 10 mandamentos do planejamento de carreira para os seis meses finais de 2013.

2 Confira as metas cumpridas

“Com a lista em mãos, confira o que já foi feito e que está trazendo resultados positivos”, recomenda Ferreira. Revisitar metas cumpridas é um estímulo para investir nos objetivos ainda não alcançados. Portanto, comemore suas vitórias!

“Se uma meta já foi cumprida, pode sobrar tempo para focar no que ainda não foi cumprido ou para apostar em novas metas”, diz Ferreira.

3 Repasse metas não atingidas

No papel ou na tela do computador os objetivos de carreira para 2013 prometiam um mundo de possibilidades e ascensão profissional. Mas alguns podem ter ficado pelo caminho. “Muita gente acaba não fazendo este balanço de metas justamente porque vai ter que encarar o que não fez”, diz Ferreira.4 Investigue os motivos que o impediram de cumprir os objetivos

Aquele curso de extensão, o sonhado MBA, a promoção, o emprego novo ou o projeto não se transformaram em realidade por quê? “É hora de buscar estas respostas”, diz Ferreira.

Não cumpriu a meta porque ela dependia de outra pessoa? “Talvez então seja hora de cobrar esta pessoa”, sugere Ferreira.
O objetivo ficou só no papel por conta da agenda que não permitiu ou por que, no fim das contas, não era mais importante? Verifique as razões para o fracasso das metas profissionais.

5  Priorize

“Se eram 10 metas, apenas uma saiu do papel e restam 9 ainda, é preciso priorizar”, diz Ferreira. Dentre os objetivos estipulados, quais os mais urgentes? “Tome a decisão do que efetivamente você vai colocar as mãos”, diz, Ferreira.

Não coloque o carro na frente dos bois, estipule planos razoáveis e que, tendo em vista o seu momento de carreira, sejam possíveis de serem cumpridos. “Não adianta, a pessoa achar que vai conseguir cumprir as 9 metas que faltam em seis meses, com certeza, ela vai se frustrar”, diz Ferreira. Ele também sugere que suas metas sejam revistas daqui três meses.

FONTE: Exame